Grito de Guerra da Mãe-Tigre

O livro Battle Hymn of the Tiger Mother (Grito de Guerra da Mãe-Tigre), lançado em janeiro aqui nos Estados Unidos acabou de chegar ao Brasil pela Editora Intrínseca.

Sua autora, Amy Chua, é americana, filha de chineses, e casada com um judeu americano. No livro ela conta como criou as filhas, hoje adolescentes, a maneira chinesa e compara os modelos de criação oriental e ocidental. O livro mata a nossa curiosidade e explica por que os chineses conseguem criar filhos excepcionalmente bem-sucedidos na escola e na carreira. Como aqui tudo toma proporções gigantes a autora sofreu até ameaças de morte por sua rigidez.

Estou lendo o livro e achando bastante interessante. O livro não é para ser usado como um manual, mas sim para refletirmos sobre as diferentes formas de criação e para utilizarmos o que achamos melhor das duas.

Amy aponta o abismo que existe entre as crenças dos ocidentais e orientais: “Pais ocidentais tentam respeitar a individualidade das crianças, encorajando-as a buscar suas paixões verdadeiras, apoiando suas escolhas e proporcionando reforços positivo e um ambiente estimulante. Em contraste, os chineses acreditam que a melhor forma de proteger seus filhos é preparando-os para o futuro, fazendo-os ver do que são capazes e armando-os com habilidades, hábitos de trabalho e confiança interna que ninguém jamais poderá tirar.”

O fato é que eu particularmente acho que na nossa sociedade somos muito permissivos com as crianças. Acho que um pouco de disciplina e cobrança não faz mal a ninguém, e que cedo ou tarde as crianças terão que enfrentar a vida e prepará-los para ela é nossa função como pais. Mas o modelo oriental na minha opinião também é bastante exagerado. Sou a favor do equilíbrio e concordo com a psicóloga Rosely Sayão que lembra que escolhas como só estudar ou treinar um instrumento e tirar o tempo de brincar ignoram a criança no presente e jogam todas as fichas em um futuro que ninguém garante que vai acontecer.

De qualquer forma recomendo a leitura. A autora tem umas sacadas interessantes como quando ela comenta que nos filmes infantis americanos, no final, as crianças acabam sempre dando uma lição de moral nos pais e provando que eles estavam errados e coisas do gênero.


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